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POR FALAR NISSO com Júlio Machado Vaz

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Importância do Exercício Físico
O exercício físico é uma arma.
TRANSCRIÇÃO

Olá. Hoje vamos falar de exercício, exercício físico. E repararão que eu estou a dizer exercício, não estou sequer a dizer desporto, muito menos competição. Não que, como tripeiro, não tivesse autoridade para o fazer. 

Há uns tempos atrás, a nossa Rosa Mota, minha amiga e ex-vizinha, lá foi - a tradição ainda é o que era - lá foi a Macau e, aos 61 anos, ganhou a meia-maratona. A diferença com os outros foi tão grande, que ela acabou por competir com ela mesma em fazer menos 2 minutos e meio do que tinha feito no ano anterior. Não, estou a falar de exercício puro e simples e das vantagens que ele acarreta. E são inúmeras e em qualquer idade, embora, atenção: à medida que avançamos na idade, o início ou o reinício do exercício físico, deve ser feito com cuidado e com orientação. Não é acordarmos completamente sedentários - ainda há uns tempos, um artigo de um dos nossos jornais dizia "Vamos morrer sentados". É verdade, somos cada vez mais sedentários, seja no trabalho, seja em casa com aquele, entre aspas, exercício para o dedo que é o telecomando - mas há exercícios que devem ser iniciados ou reiniciados, mas sob orientação. Vantagens: para preguiçosos como eu, a argumentação é sólida e deixa-nos pouco espaço de manobra para álibis. Vejam, o reforço da musculatura é importante, a prevenção das quedas, a melhoria em termos de densidade óssea, a baixa dos níveis de açúcar - e nós estamos não só perante uma epidemia da obesidade infantil, mas também com aumentos sistemáticos da diabetes e da diabetes tipo 2, aquela em que nós mais podemos, mesmo assim, prevenir - mas a questão cardiovascular.

Olhem, uma coisa que eu experimentei à minha própria custa: tendo eu aquilo que se chama um colesterol alto familiar, a partir de uma certa altura, foi-me receitado um medicamento que eu já tomo há bastante tempo e que foi muito eficaz a diminuir os níveis de colesterol total mas, depois, como já ouviram, há o bom colesterol e o mau colesterol. E, o que é facto, é que o medicamento ajudou a diminuir o mau colesterol, mas o bom colesterol fez-lhe assim - perdoem o plebeísmo - esteve-se nas tintas. E o meu cardiologista explicou-me com um meio sorriso que subir o bom colesterol passa por dar à perna, fazer exercício. O que significa que, pelo menos, é algo que depende de nós. Portanto, vejam, já falámos de questões relacionadas com a glicemia, com a cardiovascular, com as quedas. Por exemplo, o sono. Depois, a questão do stress. Nunca notaram uma coisa? Eu já notei, que é assim: seja qual for a nossa profissão, nós chegamos ao fim da tarde esgotados. E, com essa sensação de cansaço, com frequência há uma sensação de crispação muscular, estamos tensos. E, se nós resistirmos à tentação do sofá lá em casa, e formos dar a nossa passeata, ou eventualmente formos a um ginásio qualquer, nós saímos de lá com um cansaço diferente, porque é um cansaço com relaxamento muscular. E isto, desde que não feito muito tarde, é importante - por exemplo - também na regularização do sono. Nós falaremos do sono lá mais para a frente, que é outra epidemia. Os portugueses dormem muito mal, são dos países europeus em que pior se dorme. O exercício físico também melhora esse nível.

Agora, vocês dirão "Já cá faltava, ele é psiquiatra". Pois. Sim, vou falar de aspetos psicológicos. O exercício, ao aliviar o stress, é também uma ótima arma contra a ansiedade, contra a desmotivação. Há até artigos que dizem - não só o exercício, como é evidente - mas que o exercício é um bom coadjuvante nas questões depressivas. Tenho estado a falar - se calhar, hipnotizado pelo meu umbigo - mas tenho-vos estado a falar, sobretudo, de idades adultas mas, quando nós olhamos para a nossa ganapada: saiu há pouco um estudo que os nossos media publicitaram, saiu um estudo que dizia que mais de 80% dos jovens portugueses, entre os 11 e os 17 anos, não chegam a 1 hora de exercício diário. Pelo contrário, ficam até longe, sobretudo as raparigas. O que daria para outro programa, esta diferença entre rapazes e raparigas. E isto é assustador, em termos do que vai ser, mais tarde, a saúde desta gente. Ora bem, a Organização Mundial de Saúde tinha dito assim: para estes adolescentes, nós queremos que, até 2030, sejam menos de 70%, aqueles que não fazem 1 hora de exercício diário. Estamos em 2020 e a Organização Mundial de Saúde já assumiu o falhanço, também este objetivo não vai ser cumprido. E eu pergunto-me: mas afinal que objetivos é que nós conseguimos cumprir? É que, de hoje para amanhã, se calhar - não é só por cauda do aquecimento global - mas vamos ter que admitir que não conseguimos cumprir o objetivo mais importante de todos, que é o de sobrevivermos como espécie humana. A seguir à palavra exercício, há um adjetivo que também vem a matar que é “mental”. 

Um dia falaremos do como é importante mantermo-nos em movimento em termos psicológicos, mentais para evitar o aparecimento de doenças que, hoje em dia, também se tornaram uma epidemia numa sociedade, como sabem, profundamente envelhecida, mas isso são contas de outro rosário. Fiquem bem.  

 

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